"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos." (Pitágoras)
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14 de maio de 2013

Francisco de Assis

Olá lobinhos!!!

Hoje vou apresentar para vocês a história de Francisco.



Nasci na Itália, numa pequena aldeia chamada Assis. Por isso me chamam Francisco de Assis.
Embora tenha nascido numa época bem diferente, fui parecido com alguns jovens de hoje.
Meu pai era um rico comerciante de tecidos e eu tinha tudo o que queria. Era mimado, estudava pouco
e não fazia quase nada. Quando cresci fui para a guerra com meus amigos. Fui aprisionado e adoeci. Ali, na solidão, eu pensava que não havia feito nada de importante na vida e que era muito infeliz, mas quando consegui voltar a Assis comecei a me sentir melhor.
Com as forças recuperadas percebi que estava mudado, como se alguém tivesse me dado olhos novos. Havia aprendido a ver as coisas bonitas que me cercavam. Via o sol, as flores, a lua, os pássaros, os mananciais. Tudo isso me entrava pelos olhos e me alegrava o coração. Então comecei a dar graças.
Graças pela terra e pela vida. Graças pelas boas pessoas que me rodeavam. Graças a Deus.
Também descobri que existiam pessoas muito pobres e que sofriam muito. Por isso me dediquei a ajudar a todos, com dinheiro e com alimentos.
Nessa época, muitas pessoas padeciam de uma enfermidade contagiosa, a lepra, que enchia o corpo de feridas. Para proteger as pessoas sadias, os leprosos abandonavam suas casas e iam viver fora das cidades. Eu, que sentia horror e repugnância dessa doença, nem passava por perto.
Um dia escutei a voz de Deus que me pedia para amar cada vez mais a todos, inclusive àqueles a quem desprezava. Tudo se tornou claro... fui auxiliar a meus irmãos leprosos, consolando-os pelo muito que sofriam.
Assim, daqueles de quem eu sempre fugi, recebi o maior entre todos os presentes... comecei a sentir uma paz e uma alegria verdadeiras.
Naquela época, rondava a cidade de Gúbio um lobo solitário, enorme e feroz, que devorava os animais domésticos e, algumas vezes, atacava até os homens. Todos o temiam e ninguém se arriscava a sair para o campo sem estar armado.
Um dia, resolvi sair ao encontro do lobo. Cheguei à sua gruta acompanhado de alguns habitantes da aldeia. Logo o lobo apareceu em meu caminho, mostrando seus dentes afiados em uma atitude bem pouco amigável. Então eu lhe disse: 
- Irmão lobo, eu te ordeno, em nome de Nosso Senhor, que não faças mal a mais ninguém, a partir de agora. O lobo se agachou aos meus pés, apoiou sua pata sobre minha mão estendida e começou a lambê-la,
humildemente.
Caminhamos juntos em direção à praça central, onde contei a todos o acontecido, pedi a todos que perdoassem o lobo e que a partir daquele momento lhe dessem a comida necessária para que ele não passasse fome. E foi assim que o irmão lobo passou a entrar e sair pelos quintais das casas de Gúbio, sendo sempre bem recebido e alimentado.
Uma dessas coisas que os homens custam muito a entender e a praticar é a paz: viver em paz consigo mesmo, com seus irmãos e com a natureza.
Vou contar-lhe como ajudei a promover a paz entre os habitantes da cidade de Siena, que se dividiam em dois bandos que lutavam entre si e que não estavam dispostos a uma reconciliação. Falei sobre a importância da paz, que a violência torna os problemas mais graves e separa ainda mais as pessoas. Convidei a que se olhassem com amor, que se pusessem no lugar do outro e que buscassem, nos argumentos dos que consideravam seus inimigos, as razões que os levavam a pensar e agir assim.
Inicialmente, ninguém pareceu muito disposto a fazer o que eu pedia. Com palavras fortes, cada bando explicava por que o lado oposto estava errado. Mas eu e Mateus, ajudados pela certeza de que uma Força Divina nos enviara àquele lugar para fazer o nosso melhor possível, continuamos tentando cumprir nossa tarefa.
Logo, os cidadãos de Siena começaram a se escutar mutuamente. Para nossa surpresa, mencionaram de forma respeitosa as suas queixas, descobriram que tinham pontos de vista em comum e que suas diferenças, embora continuassem existindo, não deveriam levá-los ao ódio.
Como resultado do diálogo, voltaram a encontrar a concórdia.
Lembre-se sempre, de que trabalhamos pela paz quando respeitamos as outras pessoas, quando cuidamos das plantas, dos animais, do ar, da água, do lugar onde vivemos...
Você pode contribuir para fazer com que o mundo seja melhor, tratando com carinho seus amigos, pais, irmãos e companheiros; ouvindo aos demais, quando têm opiniões diferentes da sua, e respeitando a todos durante todo o tempo.

Essa é mesmo uma linda história, e todos devemos vivencia-la no nosso dia a dia.

Uma das músicas de Francisco...

Lá vai São Francisco pelo caminho
De pé descalço tão pobrezinho
Dormindo à noite junto ao moinho

Bebendo a água do ribeirinho
Lá vai São Francisco de pé no chão
Levando nada no seu surrão
Dizendo ao vento bom dia, amigo

Dizendo ao fogo saúde, irmão
Lá vai São Francisco pelo caminho
Levando ao colo Jesus Cristinho
Fazendo festa no menininho

Contando histórias pros passarinhos


Chefes Baloo


29 de abril de 2013

Kotick, a foca branca

Lobo, lobo, lobo!!!


Hoje vamos conhecer um pouco mais da história da Kotick, a foca branca.





Nasci em uma praia onde milhares de focas se reúnem para passar o verão. Como todo filhote, tive que  aprender muitas coisas, antes de “poder nadar com minhas próprias nadadeiras”, como dizem as focas. Com meus amigos aprendi a comer peixes, a chapinhar na água e a enfrentar as ondas.
Quando cresci, tive uma experiência que mudou minha vida: conheci os homens. As foquinhas estavam  brincando na praia quando eles chegaram, pegaram algumas e as levaram para um lugar onde estavam outros caçadores e começaram a bater nos meus amigos com paus que tinham ponta de metal.
As foquinhas ficaram imóveis, sem qualquer tipo de reação.
Quando contei às outras focas o que tinha visto, só me disseram que, se eu não quisesse ver as focas morrendo, não deveria me aproximar do matadouro.
Não entendi por que pensavam assim e tomei a decisão de procurar outro lugar para meu povo, onde os caçadores não pudessem chegar.
Mergulhei no mar e chorei muito. Meu pranto chegou aos ouvidos de um leão marinho que me perguntou:
- Posso saber por que você está chorando desse jeito?
- Estão matando todas as foquinhas!
- Como você é exagerado! Você não as está ouvindo brincar na praia? Provavelmente, só mataram umas
poucas.
- Mas estão matando! Precisamos encontrar outra praia!
- Você deve descansar um pouco e depois procurar o elefante marinho, que talvez conheça um bom lugar.
- Procuro um lugar seguro para as focas – perguntei ao elefante marinho 
- Quem sabe disso é manati, a vaca marinha - respondeu ele - Agora, dê o fora, pois estou muito ocupado. - Ocupado! Ocupaaado...! - gritaram as gaivotas.
Voltei para ouvir a opinião dos meus pais.
Meu pai me aconselhou a deixar as coisas como estavam; minha mãe, que eu deixasse de lado essas preocupações e fosse brincar com as outras foquinhas.
Vai ser mais difícil do que eu imaginava, pensei.
Não devo lutar apenas contra os homens, mas também contra a resignação do meu povo. Mas não tem importância, vou continuar procurando o que creio que é melhor para todos.
Naveguei muitos mares sem descanso. Atravessei sem sucesso águas frias e quentes, águas calmas e tormentosas. Inspecionei ilhas, rochedos e praias buscando um refúgio para o povo das focas. Mas onde quer que chegasse encontrava sempre com mais caçadores.
Foi uma viagem enorme, até encontrar as vacas marinhas. Comecei a segui-las de um lado para outro sem perdê-las de vista. Por sorte sou um bom nadador. Isso e o empenho para salvar meu povo me mantinham atento e ágil, e quase não notava meu cansaço.
Quando finalmente saíram à superfície, fiquei maravilhado. À luz do alvorecer apareceram diante dos meus olhos várias praias de areia suave e dura, rochas lisas boas para criar filhotes e dunas de inclinação suave. Além disso, meu olfato me informou que nenhum homem havia chegado até aquele lugar.
O que mais podia desejar o povo das focas?
Voltei para Novastoshnah, cansado, porém feliz. Contei minha façanha a meus pais e às outras focas. Convidei todo mundo a me acompanhar até o refúgio, mas só umas poucas se convenceram a me acompanhar.
O que eu não sabia, naquele tempo, é que nem sempre é fácil fazer com que todos aceitem uma nova ideia. As focas precisam de tempo para chegar a uma conclusão. Entretanto, quando chegou a temporada da migração, um bom grupo de focas veio ao meu encontro. Assumi a liderança do grupo e iniciamos a travessia do Pacífico rumo à formosa ilha que eu havia descoberto. E a cada ano, mais focas foram se juntando a nós.

Agora vamos a música...


Sou Kotick

(música: Se eu fosse um peixinho)

Sou Kotick, a foca branca
Gosto muito de brincar
Dou mergulhos, como peixes
Como é bom viver no mar.

Sou amigo e companheiro
Sempre pronto pra ajudar
O meu povo só precisa
de um lugar  para morar. 


Chefes Baloo

26 de abril de 2013

Rikki-Tikki-Tavi

Olá lobinhos!!!!

Vamos conhecer a história de Rikki-Tikki-Tavi.





Esta história aconteceu com Teddy e sua família.
Arrastado por uma avalanche de terra e de pedras produzidas pelas chuvas de verão da Índia, eu cheguei muito machucado ao jardim de uma pequena casa onde viviam Teddy e seus pais.
Eles trataram dos meus ferimentos e me acolheram com muito carinho e então passei a fazer parte da família. Quando recuperei minhas forças, dei um salto fenomenal e fui parar no ombro de Teddy.
Que grandes amigos nos tornamos desde então!
Tinha muito carinho por meu amigo e sua família, além de muita gratidão porque, sem a sua ajuda, teria morrido.
Em certa ocasião pude demonstrar-lhes todo o meu afeto, salvando-os do ataque de Nag, a cobra malvada, e sua perigosa esposa Nagaina. Nesse dia eu estava no jardim conversando com Darzee, o pássaro tecelão, e com sua amável esposa Darzeena, quando ouvi um silvo que vinha do gramado.
Rapidamente dei um pulo para trás e vi duas cobras, com as cabeças bem erguidas e os capuzes abertos.
Elas acreditavam que eu iria ficar apavorados só por vê-las, mas certamente não sabem que nós mangustos somos difíceis de assustar. Além disso, lembro-me que minha mãe sempre me ensinou que devemos lutar contra serpentes venenosas.
Sendo tão jovem, senti-me muito bem pela forma como consegui evitar o ataque pelas costas de Nag e
Nagaina. Isso me deu muita confiança e também me ensinou a estar sempre alerta, pois os perigos estão
por toda a parte.
Em outra vez, Teddy veio até mim e quando se abaixou para me colocar no seu ombro, percebi alguma coisa se mover entre a poeira e uma voz bem fraca disse:
- Cuidado! Eu sou a morte!
Quem falava era Karait, uma pequena serpente cor de terra. Sua picada é tão mortal quanto à de qualquer outro animal venenoso, no entanto é mais perigosa por ser pequenina e todos subestimarem sua importância.
Teddy estava em perigo.
Sem vacilar, avancei em direção a Karait, ondulando meu corpo como se estivesse dançando.
A serpente atacou imediatamente, mas eu saltei sobre suas costas e dei-lhe uma mordida fatal.
Assim consegui salvar a vida de Teddy mais uma vez. Ele e seus pais ficaram muito felizes e eu também
fiquei muito satisfeito com as minhas ações.


Agora que já conhecemos a história é hora de aprendemos a música.

RIKKI TIKKI TAVI
Melodia: "Croc, croc", da Xuxa


Rikki Tikki
Tikki Tavi.
O mangusto que um dia
o jovem Teddy acolheu.

Rikki Tikki
Tikki Tavi.
Que prova de amizade que ele deu.

Darzee, o passarinho que vivia no jardim
temia a cobra Nag que do mal estava a fim.

Mas todos se uniram para Nag enfrentar
e Rikki Tikki Tavi, o valente, foi lutar.

Nag e Nagaína
eram um perigo.
Rikki acabou com eles
defendendo o seu amigo.


Rikki Tikki
Tikki Tavi.
O mangusto que um dia
o jovem Teddy acolheu.

Rikki Tikki
Tikki Tavi.
Que prova de amizade que ele deu.


Fonte: http://lobinhosdoadelckbistao.blogspot.com.br/

Chefes Baloo

22 de abril de 2013

Kaa

Olá lobos, pais e amigos!!!

Essa semana vamos conhecer a história de Kaa.




Sou Kaa, a serpente. Mas não precisa ter medo, eu não sou venenosa. Sou esperta, experiente e posso ensiná-lo a usar sua inteligência, para que você deixe suas pegadas neste mundo para todo o sempre.
Gosto de conhecer coisas novas, pois sou muito curiosa. Lobinhos(as) também devem ser criativos, engenhosos, abertos às novidades. Kaa, sua amiga astuta e fiel, estará sempre a sua disposição. Lembre-se
disso!

As Caçadas de Kaa

Tudo aconteceu quando Baloo estava ensinando ao filhote de homem as Leis da Jângal...
 Baloo se preocupava em ensinar a Mogli a linguagem de todos os povos: do povo caçador, das aves, das serpentes e dos animais de pêlo, e, às vezes até se exaltava dando umas patadas no menino para que prestasse bastante atenção nos seus ensinamentos; mesmo sendo freqüentemente repreendido por Bagheera. 

Um certo dia, em que o urso tinha brigado com ele, querendo provocar Baloo, Mogli disse que havia se encontrado com os bandar-log (os macacos cinzentos, o povo sem lei, os comedores de tudo). Baloo e Bagheera ficaram muito bravos e tentaram convencê-lo de que o povo macaco era muito traiçoeiro e mentiroso, pois eles não tinham linguagem própria e não tinham chefes, eram numerosíssimos, maus, sujos e sem brio. 
 - O povo macaco não existe para o povo do Jângal - disse Baloo. 

 Porém, um dos bandar-log achava que ter Mogli seria útil ao bando, pois ele sabia tecer esteiras de vime, boas para a proteção contra o vento, e desde então, passaram a seguir Baloo e Bagheera pelo alto das árvores, ocultamente; até que um dia, na hora da sesta, enquanto dormiam, subitamente, os macacos agarraram os braços e pernas de Mogli e o levaram para o alto das árvores, de modo que o urso e a pantera não conseguiam alcançá-lo. 
 Os macacos foram pulando, rapidamente, de galho em galho levando o filhote de homem para bem longe. Chill, o milhano, enquanto voava procurando comida, viu os bandar-log carregando Mogli, o menino gritou para que ele avisasse Baloo e Bagheera, então, ele voou até bem alto no céu, até tornar-se um ponto quase imperceptível a fim de bem observar onde os macacos o levariam. 

Baloo e Bagheera, por sua vez, estavam desesperados e inconsoláveis por terem descuidado e permitido que o menino corresse risco de vida. Pensativo, o urso lembrou-se de Kaa, a serpente, que sabia subir até o alto das árvores e porisso fazia os macacos gelarem de terror, e resolveu, então ir a procura de Kaa. 
Baloo e Bagheera encontraram a grande serpente de 6 metros estirada ao sol, e para convencê-la de ir atrás dos bandar-log , disseram que eles a estavam chamando de “sem pés, minhoca amarela”, que diziam que ela era uma serpente desdentada e incapaz de atacar presa maior que um cabrito novo, e que tinha medo do chifre dos bodes.

Eis que Chill desce do alto, e conta que os macacos haviam levado Mogli para as Tocas Frias, na Cidade Perdida, e que Mang, o morcego, ficaria espionando-os durante a noite.  
Os três seguiram rumo às Tocas Frias; Bagheera e Kaa na frente e Baloo, mais lento, atrás. 
Dentro do reduto dos bandar-log, na Cidade Perdida, Mogli começou a sentir fome, mas os macacos eram tão atrapalhados que perdiam as frutas e nozes que traziam, durante o percurso da volta; e não era possível caçar, pois nada havia no lugar em que estavam. Mogli começou então a acreditar no que Baloo lhe dizia a respeito dos bandar-log e tentou sair da cidade, mas os macacos fizeram-no voltar. 

Enquanto isso, quando uma nuvem tapava a claridade da lua, Bagheera e Kaa tentaram penetrar, secretamente, um de cada lado, mas, de repente, um macaco viu Bagheera e o bando inteiro investiu sobre a pantera, mordendo, arranhando e unhando, enquanto 5 ou 6 agarraram Mogli e o jogaram em um buraco cheio de cobras; mas, como o menino conhecia a linguagem das serpentes nada temeu. Com a orientação de Mogli, Bagheera correu para os tanques de água onde pode se proteger. Neste momento chegou Baloo, que pôs-se a lutar contra os macacos e Kaa que golpeava com seu corpo enorme fazendo com que os bandar-log fugissem aos gritos. 

Kaa quebrou a parede que prendia Mowgli e ele pode, finalmente, abraçar seus amigos. 
Baloo, Bagheera e Mogli foram embora e Kaa ficou, hipnotizando os macacos e saciando seu apetite.


Fonte: Alcateia em Ação - Escoteiros do Brasil - Construindo um Mundo Melhor.

Agora vamos nos lembrar da música de Kaa.

Kaá, Kaá, eu vim te perguntar... 
Como é que a cobra sobe no pezinho de limão? 
Se a cobra não tem pé.Se a cobra não tem mão, como é que a cobra sobre no pezinho de limão?  

Estica, encolhe, meu corpo é todo mole.É assim que a cobra sobe no pezinho de limão.


Kaá, Kaá, eu vim te perguntar... 

Como é que a cobra faz para se alimentar?

Eu olho nos olhos para hipnotizar.Depois eu dou o bote e está pronto o meu jantar.


Kaá, Kaá, eu vim te perguntar... 

Por que de tempo em tempo sua pele vai trocar?

Eu ando, me arrasto e o sol é de lascar.A pele fica velha, é preciso renovar.


Kaá, Kaá, eu vim te perguntar... 

Você irá conesco para o Mowgli resgatar?

Minhoca amarela? Banguela? Deixa estar...Aqueles Bandarlogs ainda hão de me pagar,e com a minha ajuda, vocês podem contar!



Chefes Baloo

2 de abril de 2013

Bagheera

Olá lobos, pais e amigos!!

Chegou o momento de conhecermos um pouco mais da história da Bagheera.


Eu sou Bagheera, uma ágil e valente pantera negra. Eu me movo rápida e silenciosamente em meio à selva e estou atenta a todos os seus sons e movimentos.
Conheço os segredos para sobreviver: um deles é cuidar do corpo para ficar forte e capaz de se defender dos males que podem me atacar.

Cuidar do corpo significa:

- alimentar-se bem;
- manter-se limpo(a);
- fazer exercícios físicos;
- evitar acidentes;
- viver em lugares limpos;
- prevenir doenças;

Cada qual é responsável pelo seu próprio corpo. Se você pretende ter um corpo forte e sadio, faça como eu!

Fonte: Alcateia em Ação - Escoteiros do Brasil - Construindo um Mundo Melhor.

E que tal relembrarmos a canção da Bagheera?


CANÇÃO DA BAGHEERA

Ela é Bagheera e é pantera negra
Ela é Bagheera e ensinou Mogli a caçar
Seus olhos verdes brilham no escuro
E ela é negra como a noite sem luar
Foi ela que na roca de conselho
Com voz macia deu um salto e falou
Direito de dizer algo não tenho
Mas dou um touro pro garoto aqui ficar


Chefes Baloo



18 de março de 2013

Baloo

Olá Lobos, pais e amigos!!

Preparados para mais uma história?? Hoje vamos conhecer um pouco mais do personagem que da nome a nossa alcateia.


Meu nome é Baloo. Talvez você já tenha ouvido falar de mim. Sou um grande e sábio urso pardo encarregado de ensinar a Lei aos lobinhos e lobinhas.
Embora eu não saiba dizer palavras bonitas, sempre digo a verdade.
Durante anos, meus aprendizes foram filhotes de lobo, até que apareceu Mogli, a quem defendi na Roca do Conselho.
Desde aquele dia eu me dediquei a ensinar a Lei para Mogli. Ele aprendia com grande rapidez. Era um aluno muito inteligente e suas conquistas me enchiam de alegria e orgulho.
É claro que também era muito exigente, nunca ficava satisfeito com as primeiras explicações. Às vezes, quando estávamos descansando depois de haver saboreado mel – meu alimento preferido - ele se sentava com as pernas cruzadas e logo levantava o dedo indicador.
Isso queria dizer que ele estava buscando respostas para novas dúvidas e que começaria a
me perguntar mais e mais coisas sobre a selva e sua Lei.
Vocês, lobinhos e lobinhas, também são filhotes humanos e, sem dúvida, têm muitas coisas para perguntar e muitas para aprender. Minha grande tarefa, assim como fiz com Mogli,
é ensinar-lhes a Lei do Lobinho, para que vocês possam viver em paz com seus irmãos e irmãs.

Fonte: Alcateia em Ação - Escoteiros do Brasil - Construindo um Mundo Melhor.

E que tal aprender a canção do Baloo?

Canção de Baloo

Baloo, professor
Baloo me ensinou 
uma lei para viver. 

Eu ouço Baloo 
só faço o melhor. 
Pois feliz eu quero ser. 

Sei que tenho alguns defeitos
 que preciso superar
 com empenho e alegria 
sei que posso melhorar. 

Baloo, professor 
Baloo me ensinou 
uma lei para viver. 

Eu ouço Baloo 
só faço o melhor.
 Pois feliz eu quero ser.


Chefes Baloo



12 de março de 2013

Mogli, o menino lobo.

Olá lobos, pais e amigos!!

A partir de hoje estaremos postando semanalmente partes da história da Jângal. Começaremos com a chegada de Mogli na selva e na alcateia.


Eu sou Akelá, o chefe dos lobos da Alcateia de Seeonee, da selva da Índia.
Fui escolhido por eles para ser seu líder porque tenho experiência e os guio nas caçadas por caminhos seguros, protegendo-os dos perigos.
Os lobos me respeitam por isso e eu respeito a Lei. Aliás, todos cumprem a lei e é por isso que somos conhecidos como o Povo Livre.
Vou contar para você como foi que Mogli, o filhote de homem, apareceu por aqui e foi aceito
como membro do nosso povo. É uma história bonita, preste bem atenção: 

Ao anoitecer de um dia quente de verão, Pai Lobo
saiu a caçar para sua família - a mãe loba Raksha e seus quatro filhotes, quando avistou um menino perdido que fugia de Shere Khan, o tigre manco, que queria comê-lo.
Rapidamente levou-o para sua gruta. Lá, o menino engatinhou para perto dos lobinhos, brincou com eles e, como estava muito cansado, acomodou-se e dormiu. A mãe loba estava encantada com o filhote de homem, principalmente por ele ter se dado tão bem com seus próprios filhotes.
- Vamos acolhê-lo e adotá-lo como um de nossos filhos? Podemos chamá-lo de Mogli, a pequena rã, que é o que ele parece por ser tão peladinho assim, disse a Mãe Loba.
- Não é tão simples Raksha, teremos de apresentá-lo na Roca do Conselho junto com os demais filhotes, para ver se a Alcateia aprova a permanência dele entre nós.
Mas Raksha insistiu e Pai Lobo concordou em ficar com ele.
Algum tempo depois, sob uma formosa lua cheia, a Alcateia se reuniu em torno da pedra
onde se realizava o Conselho. Os filhotes novos eram apresentados um a um e do alto da Roca do Conselho, Akelá dizia: “Olhai bem, ó lobos, olhai bem!” e os lobos aproximavam-se para conhecer os novos lobinhos da Alcateia.
Shere Khan apareceu esbravejando em busca da presa que, segundo ele, haviam-lhe roubado.
- O filhote de homem pertence a mim, exijo que me seja devolvido!
- Shere Khan tem razão! - disseram alguns lobos - esta rãzinha só nos trará problemas.
Fez-se um grande silêncio na Roca do Conselho, antes de Akelá dizer:
- Shere Khan não tem direito de falar neste Conselho, mas como alguns lobos estão questionando a aceitação do filhote de homem, como manda a Lei, dois membros do Povo Livre que não sejam seus pais, podem falar em sua defesa.
- Eu falarei em defesa do filhote de homem! - rosnou Baloo, o urso pardo, levantando-se em suas patas - e digo que ele não pode nos fazer nenhum mal.
Deixem-no correr em nossas pradarias e, assim como fiz com cada um de vocês, eu mesmo lhe ensinarei a Lei.
- Quem fala agora? - perguntou Akelá - Baloo já falou porque ele é o professor dos nossos filhotes. - e novamente imperou o silêncio.
- Akelá e demais integrantes do Povo Livre! - ouviu-se a voz de Bagheera, a pantera negra, que havia deslizado para o círculo formado pelos lobos.
- Matar um filhote é uma vergonha - disse enquanto seu olhar astuto e alerta cruzavam com os olhos sinistros de Shere Khan - Por outro lado, ele pode ser muito útil nas caçadas, quando for maior. Junto-me ao que disse Baloo, e de acordo com a Lei, eu quero acrescentar a oferta de um touro que acabo de caçar, em troca da aceitação do filhote na Alcateia. Estão de acordo?
Para os lobos famintos era demais recusar a oferta de Bagheera. Logo se aproximaram de Mogli e começaram a farejá-lo em sinal de aceitação.
E foi assim que o menino foi recebido pelo Povo Livre e ali começou a vida de aventuras que Mogli experimentou entre os lobos.

Fonte: Alcateia em Ação - Escoteiros do Brasil - Construindo um Mundo Melhor.

Chefes Baloo